4 dicas essenciais para fazer a gestão de leitos hospitalares

gestão de leitos hospitalares
7 minutos para ler

Manter uma gestão de leitos hospitalares eficiente é fundamental para o sucesso de qualquer unidade de saúde, tendo em vista se tratar de uma prática que busca aprimorar o atendimento a pacientes.

Ela pode proporcionar uma série de benefícios capazes de aumentar a competitividade da organização, como assegurar acomodações apropriadas para as pessoas, simplificar os cuidados por parte dos profissionais, aumentar o número de atendimento e recursos, reduzir desperdícios etc.

Apesar de todas essas vantagens, realizar essa tarefa pode ser bastante desafiador para muitos gestores. Pensando nisso, elaboramos este conteúdo para explicar os principais pontos sobre o assunto e apresentar dicas de como fazer uma boa gestão de leitos hospitalares. Confira!

Quais são os principais desafios encontrados durante a gestão de leitos hospitalares?

O gerenciamento dos leitos hospitalares é importante para a prestação de um atendimento de qualidade e humanizado, além de contribuir para que a unidade de saúde consiga manter suas finanças saudáveis e proporcionar o destaque necessário para se manter em um mercado cada vez mais competitivo.

Contudo, para que isso ocorra, alguns desafios precisam ser superados. Veja quais são eles!

Ausência de informação

Entre os principais problemas encontrados durante a gestão de leitos hospitalares está a falta de informações precisas sobre a situação atual, o que atrapalha bastante a execução das atividades. É importante ressaltar que a ausência de leitos disponíveis é uma das maiores reclamações dos pacientes, o que afeta de forma direta a reputação das unidades de saúde.

Desorganização

Com a falta de organização, não é possível realizar um bom gerenciamento, que seja capaz de oferecer vantagens tanto para a instituição de saúde quanto para os pacientes. Isso porque um ambiente desorganizado impede o devido controle e o registro atualizado em relação aos leitos, o que pode gerar confusões e fazer com que o público tenha que esperar muito tempo por uma vaga.

Quais são as vantagens obtidas por meio da gestão de leitos hospitalares?

Por meio de uma estratégia eficiente, as clínicas, hospitais e demais instituições de saúde conseguem alcançar vários benefícios, como:

  • melhora na qualidade do atendimento;
  • otimização da capacidade do hospital;
  • minimização do tempo de espera para internação;
  • acompanhamento dos processos e resultados;
  • impedimento de transferências desnecessárias;
  • aumento da taxa de ocupação;
  • tomada de decisão mais acertada, embasada em indicadores precisos e que permitem a correção de erros;
  • aumento da satisfação dos profissionais e pacientes.

Para alcançar todas essas vantagens, é fundamental detectar de maneira clara os processos que se relacionam com a ocupação de leitos. Assim, os gestores conseguem estabelecer metas e monitorar para que elas sejam devidamente cumpridas.

Como fazer uma gestão de leitos hospitalares eficiente?

Existem algumas medidas que devem ser colocadas em prática para garantir uma boa gestão de leitos hospitalares. Conheça as principais!

1. Faça um bom planejamento

Elaborar um planejamento sobre a capacidade do local, equipamentos disponíveis, insumos e demais é essencial para assegurar uma prestação de serviços efetiva aos pacientes. Nele, deverão constar as demandas e o controle dos serviços que serão realizados nas acomodações do hospital.

Contar com uma boa ferramenta pode contribuir bastante para esse momento, já que por meio dela é possível obter indicadores precisos que vão possibilitar a mensuração dos resultados do gerenciamento dos leitos, levando a tomadas de decisões mais acertadas, controle dos processos, otimização dos atendimentos etc.

2. Controle os indicadores de eficiência do uso do leito

Um dos principais aspectos que melhoram a taxa de giro de leito é diminuir o tempo médio de permanência (TMP) do paciente. Porém, para que isso aconteça, é necessário fazer o mapeamento do fluxo de entrada e alta.

Powered by Rock Convert

O objetivo principal precisa ser sempre a saúde e o bem-estar dos pacientes. Por esse motivo, os gestores devem ter o controle da assistência prestada, realizando avaliações periódicas, por intermédio de indicadores.

Só assim é possível entender as ações que estão sendo bem desenvolvidas e melhorar os pontos que não estão dando certo. Veja, a seguir, os principais indicadores que devem ser observados.

Taxa/Percentual de Ocupação

Trata-se do percentual relacionando entre a média de pacientes/dia e a capacidade operacional hospitalar. Seu cálculo é realizado considerando a média de doentes/dia multiplicada por 100. Após, o resultado é dividido pelo número de leitos operacionais.

Média de Permanência

Representa o total de pacientes/dia em um período e a quantidade de altas, transferências ou óbitos. Para encontrar o resultado, é necessário dividir o número de doentes/dia em um período pelo montante de saídas no mesmo período.

Índice de Rotatividade

Engloba o uso do leito hospitalar em um período específico. O cálculo é realizado pela divisão da quantidade de pacientes que saíram em um tempo determinando pelo número de leitos à disposição no mesmo período.

Intervalo de Substituição

Trata-se do tempo médio que um leito fica desocupado entre a saída de um paciente e a chegada de outro. Nesse caso, é preciso multiplicar a taxa de desocupação pela média de permanência em dias e, depois, dividir pela taxa de ocupação.

3. Organize o fluxo de entrada dos pacientes cirúrgicos eletivos

É preciso fazer um bom acompanhamento desde o momento da entrada, inserindo o agendamento, até o momento da saída. Para isso, a marcação do procedimento deve estar alinhada com o gerenciamento de leitos, para que seja possível fazer agendamentos somente se houver capacidade de internação dos usuários. Essa medida diminui a ociosidade do setor cirúrgico.

É necessário ressaltar que o percurso do paciente depois da cirurgia abrange diferentes situações, como ser encaminhado para o apartamento, UTI ou enfermaria. Por isso, é preciso haver vagas em todos esses locais para recebimento do paciente pós-operado.

Além disso, a previsão de alta deve ser do conhecimento de todos os funcionários envolvidos no tratamento daquela pessoa, considerando que a forma como a internação é conduzida vai interferir diretamente no cumprimento ou aumento do tempo previsto.

4. Use a tecnologia para melhorar a gestão hospitalar

Com o avanço da tecnologia, várias soluções podem ser encontradas com o objetivo de oferecer suporte e auxílio na área da saúde. Por exemplo, na gestão de leitos, em que é possível aplicar layouts que mostram de maneira mais prática os leitos que estão desocupados ou não.

Também oferecem dados mais detalhados sobre cada quarto, por meio do mapeamento alinhado ao agendamento cirúrgico automatizado, além de fornecerem atualizações frequentes sobre o status de cada internação por meio da centralização das informações.

Agora que você entende a importância de manter uma gestão de leitos hospitalares eficiente e seus principais desafios, não deixe de colocar as dicas apresentadas em prática para alcançar melhores resultados e, assim, tornar a instituição de saúde mais competitiva.

Quer saber como podemos ajudar nesse processo? Então, entre em contato e esclareça suas principais dúvidas!

Powered by Rock Convert
Você também pode gostar

Deixe um comentário