Gestão financeira hospitalar: 10 boas práticas para economizar

gestão financeira hospitalar
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Aqueles que trabalham com a gestão dos serviços de saúde precisam realizar um controle adequado das finanças, evitando dívidas que podem comprometer o funcionamento e a lucratividade. Nesse sentido, uma boa gestão financeira hospitalar pode ser a responsável pelos bons resultados de uma instituição.

Isso porque a administração de um hospital envolve diferentes fatores, como a manutenção de equipamentos e da infraestrutura, além de uma extensa folha de pagamentos e gastos com insumos e medicamentos. No entanto, apesar dos desafios, é possível fazer uma gestão financeira hospitalar mais eficiente. Continue lendo para conhecer 10 boas práticas para o seu hospital!

1. Otimize todos os seus custos

O primeiro passo é conhecer todos os seus custos e entender como eles podem ser otimizados. Para tanto, é bom fazer um levantamento para saber onde estão os maiores valores e o que poderia ser cortado. Inclusive, devem ser contabilizados aqueles gastos que não foram previstos em um primeiro momento.

Depois de mapear todos os custos, é possível otimizá-los, desde os menores até os que consomem mais verbas do hospital. Um exemplo disso é a troca de prontuários físicos por eletrônicos, o que reduz custos com papel, impressão e armazenamento.

2. Controle as receitas e os pagamentos

Um dos grandes erros na gestão financeira hospitalar é o controle inadequado das entradas e saídas. Sem saber exatamente os valores das receitas e dos pagamentos, é muito difícil manter as finanças em dia, correndo-se o risco de ter gastos bem maiores do que lucros.

Por isso, é fundamental manter um controle rigoroso sobre tudo que é faturado ou pago no hospital. Para tanto, o gestor financeiro deve ter uma boa organização, utilizando ferramentas eficazes para controlar as finanças e evitar atrasos, multas e outros problemas.

3. Faça um planejamento financeiro

Uma boa maneira de reduzir custos e controlar melhor as entradas e saídas é por meio de um planejamento financeiro. Com ele, dá para acompanhar a gestão financeira com mais eficiência, em curto e longo prazo. O gestor pode ter uma visão mais completa sobre os custos, receitas e investimentos do hospital.

Ao fazer um planejamento, é possível criar estratégias mais efetivas para o controle das finanças. Pode-se antever situações e conseguir lidar melhor com gastos imprevistos, evitando dívidas, glosas em planos de saúde ou outros problemas.

4. Planeje a compra e o aluguel de equipamentos

Entre os gastos de um hospital, algo que compromete bastante o orçamento é a gestão de equipamentos. Apesar do alto custo, eles são essenciais para o funcionamento da instituição, sendo indispensáveis para a realização da maioria dos procedimentos e exames.

O ideal é planejar todas as manutenções preventivas, evitando gastos maiores com a quebra de algum equipamento. O aluguel também é uma boa opção, uma vez que todos os custos agregados à gestão de ativos estão inclusos na mensalidade. Também, nessa modalidade, é possível diluir os custos ao longo dos meses, sem se preocupar com novas aquisições.

5. Negocie prazos de pagamento com fornecedores

Atrasos de rendimentos relacionados com a operadora de saúde podem resultar em problemas com a aquisição ou a compra de aparelhos, equipamentos e insumos hospitalares.

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Diante disso, para não afetar a infraestrutura hospitalar, a área de gestão financeira precisa estar atenta para realizar a negociação de prazos de pagamentos com os fornecedores, alterando o planejamento em tempo hábil, além de ter jogo de cintura para renegociações e imprevistos.

6. Faça uso da tecnologia

O aumento da demanda de pacientes exige qualidade e agilidade nos atendimentos, além da garantia de segurança nos processos financeiros. Por isso, é indispensável investir em tecnologia para manter essa eficiência, com o objetivo de integrar áreas diferentes.

O uso de softwares de gestão, por exemplo, pode contribuir para esse processo, pois permite envolver todos os setores e trazer excelentes resultados. É possível melhorar o acesso ao fluxo de caixa, a compra de insumos, os pagamentos de exames e consultas, os agendamentos, a organização, o relacionamento com fornecedores e a emissão de notas.

7. Utilize indicadores hospitalares

Quando o assunto é gestão financeira hospitalar, o uso de indicadores é uma das principais ferramentas para assegurar os dados e a lucratividade. Isso porque, por meio desse mecanismo, é possível mensurar os resultados de forma equilibrada, obtendo uma boa avaliação de desempenho.

Assim, o uso de indicadores permite avaliar se tudo está funcionando dentro do esperado, levando em consideração as questões financeiras e outros processos e controle de dados que envolvem a rotina e o atendimento do hospital.

8. Realize análises periódicas dos resultados

A análise periódica dos resultados é uma ótima prática para otimizar a gestão financeira hospitalar. Por meio dos indicadores estabelecidos conforme a operação e o porte da instituição, é possível verificar a eficiência e o desempenho do gerenciamento de finanças, mensurando a inserção do contexto da instituição, bem como estimar de maneira mais precisa o futuro organizacional e financeiro.

Para auxiliar na análise periódica dos resultados, também vale a pena utilizar ferramentas que identifiquem o aprimoramento de possíveis necessidades das praticas gerenciais e otimizem os relatórios contábeis.

9. Adote uma metodologia de gestão

A gestão financeira hospitalar pode parecer bastante complexa, mas com as ferramentas adequadas é possível antecipar as soluções para diversos problemas que possam surgir. Assim, para obter um registro mais completo e ainda controlar os gastos, vale a pena adotar uma metodologia de gestão.

No mercado existem várias culturas de controle, por exemplo, a metodologia Lean, que tem seu objetivo focado na melhoria da produtividade, com desenvolvimento constante e ágil. Mas, para quem deseja tornar os processos mais visuais, o KanBan permite acompanhar o desenvolvimento em murais físicos.

10. Controle a inadimplência

Outra prática importante é avaliar e acompanhar as possíveis inadimplências, verificando junto à cadeia de operadoras da organização se ela vale a pena ou não. Diante disso, é preciso realizar um cadastro para gerenciar da melhor maneira o índice de inadimplência, a fim de mapear os atrasos de pagamentos e outros fatores que possam contribuir para isso.

Como vimos, para otimizar a gestão financeira hospitalar e torná-la eficiente, é imprescindível realizar um bom planejamento e sobretudo contar com os colaboradores de diversos setores, para que o propósito da organização esteja claro e alinhado, com o intuito de que as movimentações financeiras possam evitar os desperdícios. Assim, essas são apenas algumas práticas que podem contribuir para um melhor controle das finanças do hospital, sendo uma atividade essencial para o bom funcionamento da instituição e garantindo o faturamento e os serviços de qualidade aos pacientes.

Gostou das nossas dicas? Quer conferir mais artigos úteis para o controle das suas finanças e aprofundar ainda mais seus conhecimentos? Então, aproveite a visita e veja também 4 ideias para redução de custos em hospitais e clínicas!

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