Qual a importância do ventilador para pacientes com hipoventilação pulmonar?

hipoventilação pulmonar
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A hipoventilação pulmonar também pode ser caracterizada pela redução da capacidade respiratória. Essa condição deve ser diagnosticada com agilidade para que o paciente receba o tratamento com as melhores tecnologias em saúde, como é o caso do ventilador pulmonar.

Para entender melhor esse quadro, seus sintomas e riscos, conversamos com a fisioterapeuta Raquel Vieira, Mestre em Ciências da Reabilitação e Rotina da UTI do Hospital de Força Aérea do Galeão. Continue a leitura e compreenda, também, como funciona o ventilador pulmonar e a importância de seguir alguns critérios no momento de adquirir esse aparelho.

O que é a hipoventilação pulmonar e como ela ocorre?

O uso do ventilador mecânico é imprescindível em casos de hipoventilação pulmonar. Isso porque se trata de um quadro caracterizado pela redução da ventilação alveolar, o que impede a troca de gás adequada. Em consequência, ocorre a diminuição da oxigenação e aumento do dióxido de carbono no organismo. É uma condição que pode ser ocasionada por diversos fatores, como:

●       fraqueza muscular, que impede a expansão adequada da caixa torácica;

●       condições neurológicas;

●       obesidade, quadro que recebe o nome de Síndrome de Hipoventilação Alveolar da Obesidade (SHO);

●       doenças pulmonares, como a DPOC;

●       uso de drogas e medicações.

Quais são os sintomas de um paciente com hipoventilação pulmonar?

Podemos observar alguns sintomas antes do diagnóstico, como enxaqueca, aumento da frequência respiratória e cardíaca, sudorese, tremores e perda da consciência. A condição precisa ser detectada e tratada rapidamente, visto que pode evoluir para a insuficiência respiratória aguda.

O quadro “leva à diminuição dos níveis de oxigênio no sangue e, por isso, há a necessidade de ventilação mecânica para reversão”, completa Raquel Vieira.

Quais as diferenças da hipoventilação e hiperventilação?

É importante destacarmos, ainda, a diferença da hipoventilação para a hiperventilação pulmonar. O segundo quadro se caracteriza pelo aumento da ventilação alveolar, o que ocasiona níveis mais baixos de dióxido de carbono no sangue e leva a um desequilíbrio do pH sanguíneo.

A hiperventilação pulmonar é consequência do aumento da frequência respiratória e, geralmente, está relacionada a quadros de ansiedade. Entre os sintomas mais comuns estão a dispneia, que é a sensação de falta de ar, e tontura.

O que é e como funciona um ventilador pulmonar?

Para pacientes com hipoventilação, é preciso avaliar o paciente e elaborar uma estratégia clínica na admissão do ventilador pulmonar. Trata-se de um equipamento capaz de promover artificialmente a respiração, fazendo com que a troca gasosa ocorra em níveis adequados.

Raquel explica que os ventiladores mecânicos utilizam pressão positiva para levar ar até os pulmões durante a inspiração, sendo que a expiração ou saída do ar ocorre de forma passiva. “Essa pressão pode ser oferecida ao paciente por meio de máscaras adaptadas à face, modalidade chamada de ventilação não invasiva, ou por um tubo orotraqueal na modalidade ventilação invasiva”, detalha a fisioterapeuta.

Existem diversos modos ventilatórios, em que é possível controlar variáveis distintas, como volume corrente, pressão inspiratória, frequência respiratória, além da oferta de oxigênio.

Utilização em casos mais graves de hipoventilação pulmonar

Em casos mais graves, quando o paciente evolui para insuficiência respiratória e o nível de CO2 está acima do limite aceitável — o que leva à descompensação de pH do sangue —, o ventilador deverá ser usado para promover a ventilação adequada.

Isso é feito pela geração de um fluxo de gás que promove o aumento do volume minuto, que é o volume de ar mobilizado a cada minuto. Assim, você facilita a eliminação do CO2 e, se necessário, corrige a hipoxemia (redução dos níveis de oxigênio) com o aumento da fração inspirada de O2.

Quais são as modalidades da ventilação pulmonar?

Existem vários tipos de ventilação pulmonar, que dependem das necessidades dos indivíduos. Em alguns casos, vai ocorrer uma maior interação do paciente, em outros, a atuação do equipamento é mais ativa.

Ventilação com Volume Controlado (VCV)

O VCV consiste em fazer a fixação do volume corrente, da frequência respiratória e definir qual tipo de fluxo inspiratório. Então, a frequência respiratória é definida e estipula quando acontece o disparo. Já a reciclagem ocorre por meio do alcance do volume que foi determinado, e a pressão varia de acordo com a dinâmica ventilatória de cada pessoa.

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Ventilação com Pressão de Suporte (PSV)

Nesse tipo, o paciente realiza o disparo, seja pela pressão ou pelo fluxo. Na fase inspiratória, a pressão é mantida e a reciclagem acontece quando o fluxo inspiratório é reduzido. O volume vai depender das condições clínicas e esforço de inspiração do paciente.

Ventilação com Pressão Controlada (PCV)

No PCV a pressão é limitada ao longo da fase inspiratória, ocorrendo a fixação da frequência respiratória e tempo inspiratório. A atividade ventilatória do indivíduo interage com esse processo.

Pressão POSITIVA Contínua nas Vias Aéreas (CPAP) e Ventilação Mandatória Intermitente Sincronizada (SIMV)

Nesse caso, o paciente respira de maneira espontânea, apenas recebendo ar pressurizado de forma contínua. Ao utilizar a SIMV, os ciclos mandatórios são preestabelecidos e ocorrem de maneira sincronizada com a inspiração do paciente. O período é predeterminado, mas o processo é feito em sincronia com o disparo que o indivíduo realiza.

Quais os principais recursos que um ventilador precisa ter para o quadro de hipoventilação?

Na hora de comprar os equipamentos médicos, como o ventilador mecânico, o gestor hospitalar deve observar alguns aspectos. O principal é pesquisar se o aparelho apresenta os recursos necessários de modo a reverter e tratar a hipoventilação pulmonar e suas complicações.

Esses equipamentos médicos devem oferecer suporte ventilatório invasivo e não invasivo e apresentar, minimamente, modos controlados por volume e pressão e opção de modos espontâneos. Dessa forma, é possível controlar a frequência respiratória.

“A possibilidade da monitorização da capnografia e oximetria também são recursos interessantes para esses pacientes, já que, dessa forma, é possível ter informações imediatas sobre o CO2 exalado e sobre a saturação periférica de oxigênio”, completa Raquel. Outro fator a ser observado é a monitorização gráfica, mesmo na modalidade não invasiva, pois permite a identificação de assincronias ventilatórias e melhor adaptação do paciente.

Qual é o papel dos ventiladores pulmonares na pandemia provocada pelo coronavírus?

Como já mencionado, esse equipamento promove suporte controlado ou assistido quando o paciente não consegue realizá-lo sozinho. Em relação ao coronavírus, ocorre uma inflamação em todo organismo, principalmente nas vias aéreas e pulmões, podendo desenvolver uma pneumonia viral. Nesse caso, o sistema imunológico age por uma resposta anti-inflamatória aumentada, o que leva à dificuldade de respiração.

Todo esse processo poderá desenvolver níveis baixos de oxigenação no sangue, infecção generalizada (septicemia) ou, até mesmo, à morte, principalmente em indivíduos que fazem parte do grupo de risco.

Então, a ventilação pulmonar é um meio eficiente e que pode proporcionar chances interessantes de suporte para pessoas nessas condições. Ela atua como suporte conforme 4 etapas do ciclo respiratório em ventilação mecânica que são:

1.    Inspiratória: nessa etapa, o equipamento insufla ar no pulmão do paciente em graus que são apropriados à sua condição. Para isso, o aparelho supera a resistência do organismo e as barreiras do sistema respiratório;

2.    Ciclagem: trata-se da fase que caracteriza a suspensão da insuflação para o começo da etapa expiratória. Isso ocorre com o alcance de um ponto, que pode ser estabelecido por período inspiratório, pressão, volume ou fluxo;

3.    Expiratória: essa é a etapa responsável pelo esvaziamento dos pulmões. Seu tempo de duração vai depender da mecânica ventilatória atual;

4.    Disparo: é o período em que ocorre o fechamento da válvula expiratória e a abertura da válvula de fluxo. Pode ser ajustado conforme o fluxo, mudanças de pressão e tempo.

Quais são os diferenciais dos ventiladores Mindray, oferecidos pela Sinal Vital?

Um ponto que faz a diferença é escolher uma marca de referência, como a Mindray, na qual a Sinal Vital é representante. Os ventiladores pulmonares da Mindray contam com modos inteligentes que possibilitam melhor adaptação do paciente à ventilação mecânica, além de uma interface intuitiva que permite uma monitorização completa e instantânea da mecânica respiratória.

A possibilidade da modalidade não invasiva de ventilação também é interessante, principalmente para os pacientes que apresentam casos menos graves, o que evita, muitas vezes, a intubação traqueal. Os equipamentos da marca também apresentam recursos como capnografia e oximetria, responsáveis por facilitar a monitorização e evolução do tratamento.

Por que escolher a Sinal Vital e não outra empresa do ramo?

A Sinal Vital é uma empresa com destaque no segmento de equipamentos médicos, atuando há 15 anos no mercado. Trabalhamos com as melhores marcas e tecnologias e oferecemos um atendimento de excelência aos clientes.

Contamos com uma equipe de técnicos especializados, que são treinados pelas próprias marcas representadas, e um laboratório de assistência técnica próprio para realizar todas as manutenções necessárias. Em resumo: com a Sinal Vital, você faz a compra de ventiladores pulmonares e de outros equipamentos médicos sem preocupação.

Como explicamos neste post, a hipoventilação pulmonar é um quadro que pode ter consequências sérias à saúde, exigindo um tratamento com ventilador de alta tecnologia. Para não errar na compra, conte com a Sinal Vital.

Quer conhecer os modelos variados de ventilador pulmonar da Mindray? Entre em contato com a nossa equipe e receba todas as informações para escolher o produto mais adequado à sua clínica ou hospital!

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