8 indicadores hospitalares para auxiliar na gestão do hospital

indicadores hospitalares
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Também chamados de KPIs, os indicadores hospitalares atendem a um conjunto de critérios que ajudam a gestão do hospital no rastreamento e na avaliação de sua eficiência operacional. Assim, tais métricas são utilizadas na análise dos principais processos e condutas que envolvem a rotina da casa de saúde.

Tendo isso em vista, vamos apresentar 8 indicadores hospitalares que podem ser utilizados para a monitoração de cada setor da organização. Veja como ampliar a qualidade dos serviços e assegurar maior confiabilidade às informações, a fim de melhorar a experiência do usuário e fortalecer a imagem de sua instituição. Acompanhe!

1. Tempo de atendimento

Em primeiro plano,vamos abordar as vantagens de usar um indicador para medir o tempo total de atendimento. Para tanto, a jornada do paciente deve ser considerada desde o instante em que ele chega à instituição — incluindo todos os serviços a ele prestados — até a saída dele.

Com esses dados em mãos, é possível avaliar melhor o perfil dos atendimentos e os aspectos que devem ser melhorados. Ou seja, o uso desse indicador auxilia a gestão na busca de alternativas que possam diminuir esse tempo médio de espera dos pacientes e tornar a experiência deles mais satisfatória.

2. Tempo de permanência

Tão relevante quanto mensurar o tempo médio de espera de cada paciente é analisar como o período de permanência pode ser otimizado. Porém, esse tipo de KPI é mais recomendado para as instituições que trabalham com procedimentos de cirurgias com internações curtas.

Como o indicador calcula o período de permanência de acordo com o total de pacientes atendidos em certo período de tempo, ele não é viável para cirurgias de longa duração. Por conta disso, antes de aplicar essa métrica, o ideal é que sejam analisados os tipos de procedimentos cirúrgicos mais comuns no hospital.

3. Intervalo de substituição

Esse é o período que indica o tempo médio que a equipe cirúrgica demora para reocupar o centro cirúrgico após o término de cada procedimento. Ou seja, é o intervalo máximo entre o tempo utilizado para a saída de um paciente que foi operado e a chegada do próximo.

Assim, esse índice representa a média de permanência e é calculado com base no percentual de desocupação. Ao fazer essa análise, é possível perceber, quantitativamente, como os leitos cirúrgicos estão sendo utilizados. A partir disso, é possível propor melhorias com vistas à redução de vagas ociosas, que aumentam a fila de espera.

4. Indicadores de rentabilidade

Esses indicadores servem para avaliar a rentabilidade por médico, tipo de convênio, triagem ou procedimento, especialidade e os demais que podem ser analisados por essa métrica. Em vias gerais, a rentabilidade geral e o nível de eficiência administrativa podem ser calculados pelo Retorno sobre o Investimento — ou ROI, em inglês.

O ROI é um modelo usado para mensurar a produtividade decorrente da utilização dos recursos dentro de uma unidade hospitalar. Desse modo, quanto maior o índice de produtividade do hospital, melhor o aproveitamento dos recursos investidos pela gestão hospitalar.

5. Índice de infecção

Também conhecida por taxa de infecção relacionada a cuidados de saúde, medir esse índice é importante para avaliar o número de vezes em que os pacientes apresentaram infecções decorrentes de procedimentos médicos.

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Quando as taxas são muito elevadas, isso pode indicar que a instituição não está em consonância com as diretrizes de segurança e de saneamento. Logo, tais questões devem ser revistas, a fim de que a gestão tome as providências mais adequadas à superação dessas falhas.

6. Taxa de readmissão

Entende-se por readmissão a necessidade de retorno de um paciente ao hospital, mesmo depois de ter recebido alta. Se os casos são esporádicos, significa que a equipe de profissionais que compõem o corpo clínico está no caminho certo. Do contrário, é preciso identificar as falhas e solucioná-las.

Nessas circunstâncias, um dos aspectos que merecem atenção é se a alta não foi dada de forma equivocada. Por isso, além de acompanhar esses índices, é necessário verificar quais são os pontos que exigem mais atenção para que eles possam diminuir.

7. Taxa de ocupação

Essa taxa indica, diretamente, qual a quantidade de leitos ocupados no hospital e mais alguns dados importantes e que são avaliados isoladamente. Entre eles, destacam-se o perfil de cada paciente, o tempo médio de permanência e o intervalo de substituição do bloco cirúrgico.

Com essas informações, a gestão pode analisar melhor como a sua unidade está sendo utilizada, bem como o padrão de qualidade dos procedimentos realizados pela sua equipe. Vale ressaltar que o perfil de ocupação se reflete na qualidade da assistência que, por sua vez, impacta diretamente os custos de manutenção dos leitos hospitalares.

Logo, o uso de indicadores hospitalares torna-se uma excelente medida para descobrir, por exemplo, se a unidade está operando abaixo de sua capacidade, na média ou acima dela. Considerando o atual cenário de crise no setor de saúde, ocasionado pela Covid-19, tais dados oportunizam maior flexibilização de vagas para quem necessita de assistência emergencial.

8. Faturamento

Por fim, vale ressaltar que o faturamento é um dos indicadores hospitalares mais relevantes, porque analisa os pontos que necessitam de melhoria para que a unidade consiga equilibrar as contas e lucrar mais. Demonstra, ainda, as áreas em que a gestão financeira pode investir para maximizar os lucros de forma crescente e contínua.

Desse modo, os KPIs para cálculo de faturamento podem ser explorados de acordo com vários parâmetros. É possível analisar o faturamento dos procedimentos realizados, das especialidades médicas e dos convênios.

Portanto, ao explorar esse recurso, a gestão pode descobrir qual parceira conveniada é mais rentável. Mais do que isso: pode-se descobrir quais são as especialidades que geram maiores e menores lucros e, assim, direcionar tomadas de decisão mais coerentes com as metas institucionais.

Como você viu, apostar em tecnologias centradas na melhoria da dinâmica da rotina dos hospitais traz benefícios significativos em diferentes aspectos. Nesse contexto, o uso de indicadores hospitalares não gera resultados exclusivos para a gestão, mas favorece todo o corpo clínico e funcionários, além de melhorar a qualidade dos serviços e fidelizar mais pacientes.

Gostou dessas dicas? Aproveite a visita ao nosso blog e veja tudo sobre gestão financeira hospitalar.

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