Entenda a importância do uso de ultrassom na fisioterapia

uso de ultrassom na fisioterapia
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O uso de ultrassom na fisioterapia para diagnóstico de imagem pode soar como um grande desafio. Isso ocorre, até mesmo, para o profissional que já está muito acostumado a trabalhar com o aparelho para fins terapêuticos, buscando seus efeitos anti-inflamatórios e cicatrizantes.

Mas você sabia que esse exame já faz parte da rotina de muitas clínicas e hospitais? Essa realidade é evidenciada pelo fato de muitos fisioterapeutas buscarem cursos, oficinas e equipamentos que contribuam para o diagnóstico funcional de doenças e tratamento dos pacientes.

A seguir, explicaremos a importância do uso do ultrassom na área de fisioterapia, bem como as vantagens que essa prática gera para as instituições de saúde. Confira!

A importância do uso de ultrassom na fisioterapia

O uso do ultrassom tem grande relevância nessa área, tanto nos tratamentos respiratórios quanto motores. Isso porque ele permite uma avaliação por imagem sem expor o paciente à radiação, tampouco exige que o paciente se desloque de seu leito para outro local (exigência obrigatória em um exame de tomografia computadorizada, por exemplo).

Em momentos de epidemias infecciosas, esse isolamento contribui para evitar infecções cruzadas e expõe menos a equipe médica.

Principais lesões tratadas com o ultrassom

Os planos terapêuticos elaborados pelos fisioterapeutas que envolvem o ultrassom são realizados com a finalidade de elevar o fluxo sanguíneo da região e, dessa forma, agem diretamente sobre a cascata inflamatória. Sua ação leva à cicatrização, remodelação do tecido e redução das dores, edemas e espasmos musculares.

O ultrassom é bastante usado para diversos tipos de lesões, principalmente, pelo fato de não gerar nenhum desconforto para os pacientes. Entre os tratamentos, podemos apontar:

●       dor lombar;

●       bursite;

●       artrose;

●       contratura muscular;

●       inflamação nas articulações;

●       espasmos musculares;

●       doenças ou dores agudas ou crônicas, entre outros.

Como funciona o ultrassom

O aparelho de ultrassom gera calor para os tecidos como músculos, tendões e articulações, através da vibração ultrassônica de cristais. Com isso, minimiza os sintomas da inflação, além de promover a regeneração do tecido.

Não é um tratamento doloroso, e não apresenta efeitos colaterais. É realizado por intermédio de um transdutor capaz de gerar ondas ultrassônicas, que se propagam pelos tecidos gerando vasodilatação em sua faixa de abrangência de acordo com os Mhz de frequências alternadas e que conseguem penetrar o tecido e estimular o fluxo sanguíneo do local.

As ondas sonoras por meio do transdutor penetram o tecido conforme o meio que se está utilizando (loção ou gel), a superfície de tratamento, a qualidade do transdutor e a lesão que será tratada. Geralmente, os ossos da região de ligação dos tendões apresentam baixa capacidade de absorção, sendo indicada a realização de outro modelo de tratamento ou uso de uma frequência mais baixa do ultrassom.

Tipos de ultrassom mais utilizados na fisioterapia

O ultrassom pode ser usado na fisioterapia de duas maneiras. Veja quais são:

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Ultrassom contínuo

Nesse caso, as ondas são emitidas sem interrupções, o que gera efeitos térmicos, levando à alteração do metabolismo e a permeabilidade das células. Além disso, auxilia na cicatrização das feridas e redução do edema, sendo mais frequente no tratamento de lesões crônicas.

Ultrassom pulsátil

Com esse tipo de ultrassom, as ondas são emitidas com pequenas interrupções, o que não gera efeitos térmicos, mas também consegue estimular a cicatrização e reduzir os sinais inflamatórios, sendo mais recomendado no tratamento de lesões agudas.

Vantagens da ultrassonografia na fisioterapia respiratória

São diversas as vantagens obtidas com o uso de ultrassom na fisioterapia respiratória. Abaixo, explicaremos algumas delas. Veja!

Obtenção de imagens qualificadas do pulmão

O ultrassom possibilita a observação do sistema respiratório em sua totalidade. Assim, o profissional consegue analisar rapidamente o comportamento das diversas estruturas e, a partir de padrões de imagens conhecidos, identificar diversas alterações.

Ao observar os pulmões do paciente, o fisioterapeuta respiratório poderá avaliar quais são os melhores tratamentos que podem ser realizados e a frequência com que eles precisam ser feitos.

Uso sem contraindicações

Não é à toa que o ultrassom é realizado por mulheres grávidas quando queremos observar o bebê: por não emitir radiação, não há contraindicações, e todos os pacientes podem ser submetidos ao exame.

Complemento aos dados clínicos e laboratoriais

O fisioterapeuta, especialmente, em ambiente hospitalar, é bastante acostumado a analisar o quadro clínico e os resultados laboratoriais dos pacientes sob seus cuidados. Com as imagens de ultrassom, ele pode acrescentar mais um elemento de avaliação funcional, encurtando caminhos e podendo adotar condutas terapêuticas mais certeiras.

Maior precisão nos diagnósticos

Com o uso do ultrassom na pelo fisioterapeuta, fica mais fácil identificar as doenças que o paciente tem. Também é possível verificar o grau de comprometimento dos pulmões, para que as terapias sejam aplicadas da forma correta. Quando falamos de seu uso na avaliação motora, ele pode gerar imagens para o profissional em sua própria clínica, sem precisar que o paciente se desloque para outros locais.

Mais credibilidade para o paciente

Quando o ultrassom é ofertado no ambiente da clínica, mais focado em músculos esqueléticos, o uso dessa técnica passa mais credibilidade para os pacientes. Assim, as pessoas perceberão que o estabelecimento tem uma boa infraestrutura e voltarão quando necessitarem de tratamento novamente. Além disso, elas poderão fazer indicações.

Preço acessível

A ultrassonografia tem um preço acessível para a clínica, não sendo necessário pagar caro para oferecer esse diferencial, que ajudará muito no tratamento dos pacientes.

Recomendações de uso do ultrassom na fisioterapia

Existem algumas recomendações que devem ser consideradas para que o uso do ultrassom na fisioterapia seja realizado da melhor forma possível e consiga gerar os resultados esperados. Veja, a seguir, as principais delas:

●       observar qual é o tipo mais apropriado entre o pulsátil e o contínuo;

●       verificar bem qual é a região em que o aparelho de ultrassom será utilizado, além do tipo de lesão a ser tratada;

●       estar atento ao nível de tolerância da intensidade do ultrassom pelo paciente;

●       a exposição do paciente ao aparelho deve ser feita com cuidado, sendo necessário fazer movimentos circulares com o transdutor, que não deve ser manuseado muito rápido, nem ficar sempre parado no mesmo local.

Além dessas indicações, é necessário ressaltar a importância de controlar a intensidade conforme o grau de tolerância do paciente, tendo em vista que intensidades mais elevadas que as recomendadas podem minimizar os efeitos positivos do ultrassom, além de causar desconfortos.

Agora que você já sabe mais sobre o uso do ultrassom na fisioterapia, seus tipos, benefícios e recomendações, uma ideia é considerar implementação desse avanço na sua clínica e hospital. Certamente, ajudará muitos pacientes e trará mais lucratividade para o estabelecimento, além de ganhos em imagem e reputação.

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